Nova Guerra Civil da Marvel pode ser uma analogia ao ‪#‎BlackLivesMatter

A Marvel está publicando nos Estados Unidos a saga Guerra Civil II. A história gira em torno de um inumano, o Ulysses, que ganhou o poder de prever o futuro. Os heróis agora estão discutindo se eles devem ou não julgar uma pessoa antes dela cometer um crime. A história deve ainda ficar mais profunda, pois uma analogia ao movimento #‎BlackLivesMatter deve ser criada.

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A Guerra Civil original tinha como ponto central a responsabilidade dos heróis. A quem eles responderiam? Quem controla eles? Tudo isso foi fruto do medo instaurado no país após após os eventos do 11 de setembro.

Quando a Marvel anunciou essa segunda Guerra Civil, sempre deixou claro que o único elo entre as duas sagas seria o fato de trazerem para o centro da discussão pautas atuais e pertinentes. Até o momento a ideia de prever o futuro e agir antes de um crime acontecer está mais para uma versão em quadrinhos do filme “Minority Report“, bem longe da nossa realidade. Mas as coisas estão para mudar.

Atualmente o cenário é este: a heroína Capitã Marvel  defende que as visões do inumano devem ser usadas para evitar que crimes e tragédias aconteçam. Já do outro lado está Tony Stark, questionando a origem dessas visões e defendendo que ninguém deve ser julgado por algo que, pelo menos ainda, não fez.

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Está para sair a terceira edição da revista (até agora foram publicadas as edições 0, 1 e 2) e a editora já alardeou para todos os cantos que um importante herói vai morrer. Até ai tudo normal, sempre morre alguém para trazer impacto para a história.

Só que reunindo uma série de informações que os envolvidos na história divulgaram previamente, informações de bastidores e noções da atual realidade americana, o site Bleeding Cool chegou a  uma conclusão muito interessante. Essa nova Guerra Civil da Marvel vai fazer uma analogia ao movimento #‎BlackLivesMatter.

Para quem não sabe, o #‎BlackLivesMatter em uma tradução livre seria algo como “A vida dos negros importam” e visa chamar a atenção e combater o abuso policial, social, econômico  e qualquer outro que exista sobre os negros.

Manifestações contra o racismo na polícia americana já ocorrem nos EUA. O presidente Barack Obama já se manifestou publicamente sobre o assunto. E a Marvel, da sua maneira, deve criar a sua história inspirada nisso tudo.

A edição 2 de Guerra Civil II terminou com Ulysses tendo uma visão onde o Hulk surta e assassina os heróis. Isso certamente vai causar uma reação na Capitã Marvel, que a todo custo lutará para que o Hulk não mate os heróis.

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Só que existe um porém muito grande ai. Nas histórias atuais do Hulk, o Bruce Banner não consegue mais se transformar no gigante esmeralda. Ele já foi exposto a diversas situações estressantes e não ficou verde. Então, em tese, ele não poderia virar o Hulk e matar os heróis. Sua energia gamma foi transferida para Amadeus Cho, um outro Hulk (mas isso não é importante para essa história).

E é ai que entra o movimento #‎BlackLivesMatter. Atualmente os, na nossa realidade, os EUA estão passando por uma situação delicada onde jovens negros estão sendo mortos por policiais
simplesmente pela sua cor, mesmo que nada indique que eles são criminosos. Já na HQ, alguns heróis que apoiam a Capitã Marvel deverão encarar Bruce Banner como criminoso em potencial pois no passado ele foi capaz de virar o Hulk, mesmo que atualmente nada indique que ele ainda possui esses poderes.

O Bleeding Cool aponta que o herói Gavião Arqueiro deverá assassinar Bruce Banner, para evitar que no futuro ele mate os heróis. Usando a mesma lógica (na verdade não é lógica nenhuma) que deve se passar na cabeça de um policial que mata uma civil negro.

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O site revela que essa decisão do Gavião vai gerar uma divisão na opinião publica. Alguns vão apoiar e outros criticar as suas ações. E é essa polarização de opiniões que justificará o nome da história: Guerra Civil.

Tudo isso será confirmado (ou não) nas próximas semanas, quando a terceira edição da revista for publicada lá nos Estados Unidos. Mas é muito interessante ver uma editora, com a importância da Marvel, criando uma história fictícia que se apoia em importantes elementos que estão presentes na vida do cidadão.

Vale destacar também que o escritor dessa Guerra Civil II é o Brian Michael Bendis, que anos atrás surpreendeu ao criar o Miles Morales, o “Homem-Aranha negro” e que também criou a recém anunciada Riri Williams, a nova “Homem de Ferro negra“.

OBS: Na primeira edição da saga, usando os poderes do inumano Ulysses, a Capitã Marvel antecipou um ataque do vilão Thanos mas tudo deu errado e o herói negro Máquina de Combate acabou morrendo. James Rhodes era o melhor amigo de Tony Stark e namorado da Capitã, o que motivou os dois personagens em suas posições na história.

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